Números do INE revelam que quem procura casa para arrendar em Felgueiras paga hoje muito mais do que em 2024, com o preço médio por metro quadrado a aproximar-se dos 4,40 euros no concelho.
Arrendar casa em Felgueiras ficou substancialmente mais caro nos últimos doze meses. De acordo com as mais recentes estatísticas de rendas da habitação ao nível local divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a mediana do valor por metro quadrado nos novos contratos celebrados no concelho subiu de 3,90 euros, no segundo trimestre de 2025, para 4,37 euros no período homólogo de 2026. A variação traduz um encargo adicional de quase cinquenta cêntimos por metro quadrado para quem procura agora habitação.
O agravamento dos custos ganha maior expressão quando comparado com o cenário de 2024. Há dois anos, o valor mediano no concelho situava-se nos 3,47 euros por metro quadrado, o que significa que o esforço financeiro exigido aos inquilinos aumentou 25,9% em apenas vinte e quatro meses. Em termos práticos, um apartamento de 100 metros quadrados arrendado hoje sob as novas medianas representa uma fatura mensal de 437 euros, contra os 390 euros registados no ano transato e os 347 euros verificados em 2024.
Apesar da subida expressiva, Felgueiras mantém-se ligeiramente abaixo do valor mediano registado para o conjunto da sub-região do Tâmega e Sousa, fixado nos 4,90 euros por metro quadrado, após um crescimento homólogo regional de 12,4%. No panorama dos municípios vizinhos, o concelho posiciona-se no escalão intermédio da tabela de preços.
O topo regional dos valores mais elevados é liderado por Penafiel, com 5,74 euros por metro quadrado (mais 11,5% num ano), e Paços de Ferreira, onde a mediana atingiu os 5,54 euros por metro quadrado (+8,4%). Seguem-se Marco de Canaveses, com 4,88 euros (+17,0%), Lousada, com 4,86 euros (+8,7%), e Amarante, com 4,84 euros por metro quadrado (+13,9%).
Abaixo da fasquia de Felgueiras surgem Baião, que registou 4,26 euros por metro quadrado (apesar de uma subida homóloga de 16,7%), Cinfães, com 4,24 euros (+6,3%), Castelo de Paiva, com 4,20 euros (+10,5%), e Celorico de Basto, que encerra a listagem regional com a renda mais acessível, fixada nos 3,75 euros por metro quadrado (+4,7%).
O relatório do INE confirma que a tendência de valorização dos imóveis destinados ao mercado de arrendamento permanece sólida em todo o território, não dando sinais de abrandamento.