O FC Felgueiras empatou a uma bola no terreno do Marítimo, em jogo da 19.ª jornada da Liga Portugal 2 Meu Super, naquele que foi apenas o quarto confronto oficial entre as duas equipas. Um resultado que, na leitura de Gilberto Magalhães, deixa sentimentos mistos à equipa felgueirense.
“O Felgueiras saiu do Funchal com um ponto na bagagem, mas também com a sensação de que podia ter trazido mais”, começou por referir o comentador, sublinhando uma entrada difícil no encontro. O Marítimo apresentou-se com uma pressão muito alta e chegou cedo ao golo, aos 10 minutos, aproveitando um lance com alguma felicidade após um cruzamento.
Durante a primeira parte, o Felgueiras sentiu grandes dificuldades na organização ofensiva. A pressão alta dos insulares condicionou a saída curta e obrigou a equipa a recorrer sobretudo a bolas longas e paradas. Ainda assim, Felipe Scheibig foi decisivo, evitando que o resultado fosse mais dilatado antes do intervalo.
Na segunda parte, o cenário mudou. O Felgueiras entrou “claramente melhor”, mais agressivo e com maior capacidade para ganhar bolas no meio-campo. O empate surgiu com mérito numa transição bem executada, com Tiago Leite a marcar o seu primeiro golo com a camisola do Felgueiras, após recuperação de Henrique e passe de Michel Costa.
Mesmo depois de o Marítimo ficar reduzido a dez jogadores já perto do final, o Felgueiras não conseguiu capitalizar a superioridade numérica. Para Gilberto Magalhães, faltou critério e ousadia nos momentos decisivos.
“Foi um jogo intenso, competitivo e com duas equipas sempre à procura do golo”, concluiu, deixando ainda uma nota para o forte apoio dos adeptos felgueirenses no Funchal e para o momento especial vivido por Tiago Leite.
A análise ao jogo está também disponível nas várias plataformas de podcast – procura por Felgueiras Magazine.