Em 2023, as famílias do concelho de Felgueiras declararam, em média, 16.975 euros de rendimento bruto, o que representa um aumento de 5,8% face a 2022 (16.048 euros). Apesar da subida, o crescimento ficou abaixo da média da sub-região do Tâmega e Sousa, que se situou nos 6,7%, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), baseados nas informações da Autoridade Tributária e Aduaneira.
Freguesias mais ricas vs. freguesias com menor rendimento
Entre as freguesias do concelho, destaca-se a União das Freguesias de Margaride (Santa Eulália), Várzea, Lagares, Varziela e Moure, com o rendimento médio mais elevado: 18.115 euros por agregado fiscal. Em segundo lugar surge Pombeiro de Ribavizela, com 17.728 euros, seguido por Friande, com 17.591 euros. Estes valores estão claramente acima da média do concelho, e refletem, em parte, zonas com maior dinamismo económico ou presença de atividades empresariais estruturadas.
No extremo oposto, surgem freguesias como Jugueiros (14.141 euros), Aião (14.424 euros) e Airães (15.221 euros), com rendimentos médios abaixo da média municipal. A diferença entre Margaride e Jugueiros é de quase 4.000 euros, evidenciando uma clara assimetria no território.

Freguesias que mais cresceram de 2022 para 2023
Se nos debruçarmos sobre a variação percentual entre 2022 e 2023, o cenário altera-se. Penacova foi a freguesia que registou o maior crescimento, com um aumento de 10,5% (de 14.661 € para 16.202 €). Também se destacam a União das Freguesias de Vila Verde e Santão, com 9,8%, e a União de Unhão e Lordelo, com 9,1%, todas acima da média concelhia.
Já Pombeiro de Ribavizela, apesar de apresentar rendimentos absolutos elevados, registou a menor variação percentual, com apenas 3,2%. Também Jugueiros (3,4%) e a União das Freguesias de Torrados e Sousa (3,7%) evidenciaram um crescimento mais tímido, sugerindo uma estagnação relativa nestes territórios.