
O Felgueiras Magazine esteve na MICAM, prestigiada feira internacional de calçado, e visitou o stand da Mazoni, que apresenta a nova coleção da sua marca Dark Collection.
Pedro Sampaio, responsável da Mazoni, destaca as novidades trazidas pela empresa, que além dos seus modelos tradicionais, expõe também na feira calçado com “solas mais grossas, com formas também bastante robustas”, isto “dentro do espírito de inverno” e “indo de encontro às atuais tendências do mercado”. Além disso, a Mazoni continua a mostrar o seu compromisso com a sustentabilidade, apostando em “peles vegetais e outros elementos de sustentabilidade, tais como borracha natural”, sempre que possível.
Pedro Sampaio explicou o funcionamento da feira, destacando a existência de dois tipos de clientes: “aqueles que trabalham, fundamentalmente, no Retalho, e a ideia é passarem a encomenda, no imediato, na feira”, e os “representantes de algumas cadeias de lojas, que vêm e querem, fundamentalmente, fazer a marca deles”. No caso dos segundos, estes “muitas vezes solicitam amostras para avaliação posterior”, que serão preparadas o mais rápido possível após a feira, com a expectativa de que sejam selecionadas e cheguem à fábrica encomendas de maior quantidade.
Quanto aos custos associados à participação na MICAM, o responsável da Mazoni considera que a feira “é de importância relativa”, mas que esta continua a ser “um dos focos de possíveis novos clientes”, admitindo que é um local onde ainda conseguem “obter novos contactos”. Por esse motivo, “apesar do custo alto que a feira acaba por ter”, a empresa continua a estar presente, sempre com a expectativa de conseguir “um ou dois bons contactos“, que possam depois explorar. Além disso, os modelos fabricados para apresentar na MICAM podem posteriormente ser utilizados para apresentar a “clientes que visitem a fábrica”, ou que entrem em contacto mais tarde, acrescenta.
Reconhecendo os desafios enfrentados pela indústria do calçado no último ano, com quebras significativas nas vendas, Pedro Sampaio partilha a sua visão para o futuro, tendo “a expectativa que possa ser ano melhor”, mas admitindo ter “sérias dúvidas que vá ser muito melhor”. Apesar de tudo, espera que “na segunda metade do ano o número de encomendas possa melhorar”, embora considere que “este ano ainda vai ser muito exigente pra indústria”.
Veja a entrevista completa abaixo: