A época 2025/26 do FC Felgueiras ficou marcada por mudanças, momentos de enorme pressão e uma recuperação decisiva na reta final do campeonato, que acabou por garantir uma manutenção tranquila na Liga Portugal 2 Meu Super.
No rescaldo da temporada, Gilberto Magalhães descreve o campeonato como “uma verdadeira montanha-russa”, recordando um percurso feito de irregularidade, sofrimento e capacidade de adaptação.
A primeira metade da época, ainda sob orientação de Agostinho Bento, ficou marcada por uma ideia de jogo mais ofensiva e dominadora com bola. O Felgueiras foi muitas vezes apontado como uma das equipas que melhor futebol praticava na Liga 2, mas acabou penalizado pela falta de eficácia, pela dificuldade em gerir emocionalmente os jogos e por vários pontos perdidos em momentos decisivos.
Para o comentador, o ponto de viragem emocional acabou por surgir na derrota frente ao Lusitânia de Lourosa, em Penafiel. A partir daí, a equipa entrou numa fase perigosa, aproximando-se dos lugares de descida.
Foi então que surgiu a mudança no comando técnico, com a entrada de Rui Ferreira. Sem alterar profundamente o plantel, o treinador mudou a identidade competitiva da equipa. O Felgueiras passou a jogar com três centrais, bloco mais baixo, linhas mais juntas e maior conforto sem bola, apostando nas transições rápidas e na gestão dos momentos do jogo.
A consistência defensiva tornou-se a principal marca desta nova fase. E nessa recuperação houve nomes determinantes.
Mateus Pasinato destacou-se como uma das grandes figuras da temporada, com intervenções decisivas em jogos fundamentais. Lucas Duarte assumiu-se como referência ofensiva, enquanto Mario Rivas apareceu em momentos importantes entre golos e assistências. Landinho, Gabi Pereira, Dário, Tiago Parente e João Pinto também tiveram influência direta na estabilidade da equipa.
Gilberto Magalhães destaca ainda a reta final do campeonato como o momento-chave da manutenção. As vitórias frente ao Académico de Viseu, Sporting B e União de Leiria, juntamente com o empate frente ao Paços de Ferreira e o jogo decisivo com o Portimonense, acabaram por construir uma recuperação que parecia improvável algumas semanas antes.
“Os 44 pontos talvez não contem toda a história”, refere, sublinhando que houve momentos em que o cenário parecia “muito mais negro”.
No final, fica a sensação de missão cumprida.
“O FC Felgueiras continua na Liga 2, sofreu, aprendeu, adaptou-se e sobreviveu. E muitas vezes, numa segunda época, sobreviver já é uma vitória enorme.”
O rescaldo completo da época por Gilberto Magalhães está disponível nas várias plataformas de podcast – basta procurar por Felgueiras Magazine.