A residência de Nuno Ferreira, candidato da Coligação Agora Felgueiras – PSD/CDS à Junta de Freguesia de Pinheiro, foi alvo de vandalismo. O portão da casa foi danificado, levando o candidato a apresentar de imediato uma queixa junto da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Num comunicado emitido pela candidatura, o ato foi classificado como “inaceitável”: “Em democracia, não há espaço para comportamentos intimidatórios ou agressivos, que em nada dignificam o debate público nem respeitam os princípios fundamentais do Estado de Direito. Esta situação é inaceitável e não pode ter lugar na sociedade em que vivemos, muito menos em contexto eleitoral, onde devem prevalecer o respeito, a liberdade de opinião e a convivência cívica”.
A coligação recorda ainda que este não é um caso isolado em Pinheiro: “Episódios semelhantes já tinham ocorrido há quatro anos, envolvendo o nosso anterior candidato na mesma freguesia. A repetição destes factos demonstra a necessidade de uma clara afirmação de que a violência, em qualquer das suas formas, não pode ser tolerada”.
A candidata à presidência da Câmara Municipal, Marta Rocha, reagiu nas suas redes sociais: “Venho por este meio comunicar o meu profundo repúdio por aquilo que aconteceu hoje em Pinheiro. Há quatro anos o candidato do PSD à Junta de Freguesia de Pinheiro foi agredido na rua, num porta a porta, e depois à saída das eleições na junta. Hoje, o portão de casa do nosso candidato foi vandalizado”.
Para Marta Rocha “atitudes como esta só revelam falta de cultura democrática e pouco ou nenhum respeito por quem faz política positiva”.
A candidata deixou ainda um apelo mais humano, lembrando que para além da política está em causa a segurança de uma família: “Mas nesta casa vive uma família, e como tal, tudo faremos para encontrar os responsáveis por este ato e promover junto das autoridades a segurança dos nossos candidatos em todas as listas”.
A coligação encerra o comunicado com uma reafirmação dos princípios que diz defender: “Reiteramos o nosso total repúdio por este tipo de atos e reafirmamos que o caminho democrático se faz pelo respeito, pela apresentação de ideias e pela elevação no confronto político. Confiamos que as autoridades competentes vão apurar responsabilidades e que a comunidade saberá, em conjunto, rejeitar de forma inequívoca tais práticas. A liberdade, o respeito e a dignidade democrática não podem ser postos em causa”.