Entrevista com Paulo Alves, um felgueirense candidato à Presidência da República.

Paulo Alves é natural de Felgueiras, vive em Aveiro e apresentou, no passado dia 5 de novembro, a sua candidatura à Presidência da República. Gosta de ler sobre assuntos políticos e económicos, de caminhadas junto ao mar e refugia-se, nos fins de semana, na Serra do Gerês.
Entrevista com Paulo Alves, um felgueirense candidato à Presidência da República

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Diz que tem orgulho em dizer que é de Felgueiras, e que sempre deu Felgueiras a conhecer por onde viveu e passou. Entre 2005 e 2009 foi membro da Assembleia Municipal de Felgueiras, tendo disso também candidato a presidente da Câmara de Felgueiras nas últimas eleições autárquicas. Afirma que luta pela “descentralização de serviços municipais para as freguesias, da descentralização do poder central para as comunidades intermunicipais e autarquias, dar autonomia à região para decisão do investimento publico ajustado às necessidades da população”.

Felgueiras Magazine – O que o motivou a avançar com a candidatura à Presidência da República?

Paulo Alves – Surge na inação do atual Presidente, através da sua magistratura de influência, em tomar medidas de grande relevo social, o aumento das reformas mínimas para quem descontou até 15 anos, a inclusão social dos sem abrigos, a proteção dos nossos emigrantes e um equilíbrio equitativo para uma justiça fiscal às nossas empresas e cidadãos.

Felgueiras Magazine – Quais os objetivos e metas com esta candidatura?

Paulo Alves – Para um cidadão, que se apresente a candidato presidencial, sem qualquer apoio partidário, sem uma máquina administrativa, para tratar as burocracias e, principalmente, a recolha de 7.500 assinaturas, o desafio será de etapas, de ultrapassagem de barreiras e de dificuldade suprema. O que sinto mais frustrante nesta fase inicial, é a ignorância da comunicação social, aos comunicados que tenho feito, ao pré-anúncio da candidatura, sentindo-me completamente marginalizado em relação aos outros potenciais pré-candidatos. Percebe-se bem, que uma candidatura presidencial, sendo unipessoal e apartidária, a comunicação social não lhe dá a devida importância se a mesma não for lançada por um partido político.

O nosso dever de cidadania obriga-nos, de certa forma, a participar socialmente. Julgo que as candidaturas que se apresentem contra um Presidente recandidato, potencial vencedor, ajudará mesmo assim a enriquecer a democracia. Certeza que em 2026 não faltarão candidatos que hoje estarão bem escondidos. As candidaturas independentes, desprendidas de jogo e vicio político, podem mostrar a face mais inocente ou ingénua da política, mas mostrará a face da transparência e da entrega a uma causa que os portugueses podem dar relevo.

Felgueiras Magazine – Quais as linhas chave da sua candidatura, isto é, o que propõe para o País?

Paulo Alves – O que interessa aqui discutir, nesta eleição, é o modelo de comportamento político que se exige ao Presidente da República no quadro constitucional vigente. É por aqui que um candidato, descomprometido com o “sistema político / partidário, tem de atuar.

Neste quadro político eleito e em funções, em que o Governo é minoritário, não havendo qualquer coligação instituída, o que vai originar uma ingovernabilidade,  o Presidente da República deveria ser chamado a, nos limites da constitucionalidade do seu cargo, estabelecer objetivos ao Governo e aos partidos do sistema político que garantam uma Governação com um projeto de futuro garantido pelo próprio Presidente da República. Pelo contrário, temos um governo minoritário que irá decidir um programa, ainda que sob a tutela da comunidade europeia, ziguezagueando para políticas de favorecimento aos mesmos lobys económicos de sempre.

Às vezes interrogo-me de onde vêm tantos milhões que fogem para as offshores? As empresas e os cidadãos não conseguem produzir e contribuir com tanta riqueza!

Estes milhões só podem vir do orçamento geral de Estado. Basta ver os dez mil milhões inscritos como despesas excecionais, que serão gastos camuflados e que representam 10% de toda a despesas pública anual. Dois mil milhões em aumentos de capital em empresas participadas, para gastar “à grande e à francesa”. Mil e quinhentos milhões voltam a ir para as PPPs rodoviárias e ficamos sem perceber porquê. Os 50 milhões que vão ainda para despesas do BPN, quando o mesmo foi vendido por 40 milhões e depois do Estado ter gasto 7 mil milhões. Mas o que não se compreende mesmo é a inscrição de 5 mil milhões para empréstimos concedidos para quê e para quem…

São todos estes milhões que entram, giram e saem sem rasto.

Felgueiras Magazine – Que avaliação faz do mandato do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa?

Paulo Alves – É preciso uma inflexão da atitude Presidencial, face a um governo de minorias. O Presidente deve exigir estabilidade e compromisso entre os pares políticos, de modo a consolidar uma maioria parlamentar e, como alternativa, no limite dos seus poderes constitucionais, abrindo a Presidência e envolver as associações sociais e profissionais de modo a condicionar o governo a políticas mais ajustadas aos vários sectores da sociedade, não ignorando a máxima atenção a que deve dar a movimentos cívicos, que vivem um sentimento de “asfixia democrática”, e a atenção para o “sentimento de insatisfação”, instalado nesses movimentos e personalidades independentes que, civicamente, continuam a tentar participar na resolução de problemas que evidenciam a “distância” instalada entre quem Governa e quem assume as consequências de decisões que pecam, por falta de diálogo Institucional.

Se ignorarmos isso, não deixarão de aparecer “incendiários sociais” que empurrem estas pessoas, com justificadas razões de queixa do Governo, a serem instrumentalizadas a saírem para a rua com um “colete de qualquer cor”, a incendiaram pneus ou a partir vidros de montras.

Marcelo, que substituiu a PGR Joana Marques Vidal, que substitui o Presidente do Tribunal de Contas, Vítor Caldeira, só porque alegadamente incomodavam António Costa. Marcelo, que promete mandar investigar os incêndios de 2017, a queda da estrada de Borba, o assalto de Tancos, o caso Raríssimas, os donativos dos portugueses para as vítimas dos incêndios de 2017, sempre “até às últimas consequências, doa a quem doer”, termina o mandato com todos os processos na gaveta.

Hoje, falamos mais que nunca no plano de recuperação económica e na reindustrialização do país e não temos sequer um ministro da indústria no seio do maior e mais alargado governo de sempre. Exige-se diálogo entre partidos e corporações, não podemos delegar num só homem um esquema universal que tenha uma varinha de condão e resolva todos os problemas do país.

Um Presidente responsável deve usar a sua influência para unir parceiros, conjugar ideias e sobretudo conversar com as regiões, com as Comunidades Intermunicipais, com as Associações de Municípios e com todos os intervenientes nos vários sectores da sociedade, para, no fim, não sair um plano global cozinhado aos vários interesses económicos, mas sim, vários planos ajustados à zona geográfica de cada população.

Felgueiras Magazine – Sente que os portugueses estão cada vez mais afastados da política? Em caso afirmativo, porquê e o que fazer para inverter esta tendência?

Paulo Alves – Metade da população eleitoral está completamente afastada da política e abstém-se do ato eleitoral, não revê ação política virada exclusivamente para o desenvolvimento do país e dos cidadãos, olham a política como um instrumento de favorecimento das pessoas e empresas que vivem do sector público, que financiam os partidos políticos para extraírem e retirarem proveito traduzido em negócios.

Precisam de uma política que represente todos os cidadãos residentes e emigrantes que estão de costas voltadas à política, que acham que não vale a pena lutar por Portugal, abstendo-se de exercer os deveres de cidadania social, ambiental e política, que lhes traga uma visão regionalista trazendo a política mais próxima das regiões, ouvir as pessoas e perceber o modo como a sua região deve estar mais ajustada às suas necessidades, quer em rede viária, ferroviária, mais indústria ou mais serviços ou mais agricultura. A política deve ir ao encontro das necessidades da população e não aquilo que os políticos querem trazer para as suas regiões a seu belo prazer.

Felgueiras Magazine – O que é que Portugal não tem, mas que deveria ter?

Paulo Alves – Portugal não tem mas deveria ter um rendimento per capita da média europeia, mais ligação da universidade à indústria mais formação profissional nos diversos sectores e uma exploração virada para o mar Atlântico, desde as atividades de apoio (estaleiros navais e plataformas logísticas com ligação entre o continente americano e a europa) a exploração de pescas com incremento de quotas pesqueiras e promoção da nossa agro industria e exportação das espécies com origem marítima.

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