Hugo Reis, agente imobiliário em Felgueiras com cinco anos de experiência no setor, encontrou na profissão um caminho natural: “Ser agente imobiliário surgiu de forma natural, vi um anúncio na internet e decidi conhecer o projeto”, explica. “O que me seduziu foi o facto de podermos gerir o nosso horário e os nossos honorários. Dependemos apenas do nosso trabalho para definir quanto ganhamos e podemos organizar a nossa agenda”.
Além do lado financeiro, o agente imobiliário valoriza a satisfação dos clientes como um dos principais motores da profissão. “O maior propósito deste trabalho é ajudar as famílias a realizarem os seus sonhos. A felicidade estampada na cara das pessoas por conseguirem atingir o objetivo de encontrar ‘a sua casa’ é algo que me deixa extremamente feliz e realizado”, partilha.

Com o setor imobiliário em alta, tanto em Felgueiras como a nível nacional, Hugo Reis verifica que “tudo se vende, desde que esteja ao preço justo do mercado. Há muita procura e pouca oferta”. Justifica assim o aumento dos preços da habitação, considerando que vai “continuar a subir, ainda que de forma menos acentuada”.
No que diz respeito aos erros mais comuns no setor, Hugo Reis identifica a desvalorização do papel do agente imobiliário. “Muitas vezes, tanto vendedores como compradores acham que não precisam de um profissional. Mas, na maioria dos casos, a nossa presença é a diferença entre fazer um negócio seguro ou não”, sublinha. “Acompanhamos o processo do início ao fim. Todos os imóveis passam por um processo minucioso antes de serem colocados no mercado, o que por si só já é uma mais valia”, sublinha.
A negociação não se resume apenas a valores e contratos, mas também à gestão de emoções e interesses. “Muitas vezes, na hora de negociar, acabamos por ser um pouco ‘psicólogos’, ouvindo as pretensões de cada parte para aconselhar da melhor forma possível”, afirma.
Apesar das oportunidades, a profissão apresenta desafios constantes: “Um agente imobiliário anda sempre em stress. Não temos ordenado base e, por isso, nunca sabemos se vamos conseguir levar dinheiro para casa no fim do mês. Além disso, estamos sempre com o telemóvel pronto para atender um cliente, independentemente do dia ou hora. Esse é o nosso desafio, não podemos ‘desligar’ a nossa profissão da nossa vida pessoal”, admite.

Ao longo dos anos como agente imobiliário, Hugo Reis foi acumulando algumas histórias mais inusitadas. Recorda que vendeu a sua primeira casa ao terceiro dia de trabalho, num processo desafiante com um cliente francófono. “Na altura, eu era a única pessoa na loja a falar francês fluentemente. Foi um negócio extremamente difícil de fechar, mas lá consegui. Fui o agente mais rápido a faturar!”, conta. Por outro lado, houve negócios inesperadamente fáceis: “Estava de férias na Madeira, deitado em frente à piscina, e recebi uma chamada de um colega a dizer que um imóvel meu estava reservado”, recorda.
Mas nem sempre tudo corre de forma fluida. “O negócio mais exigente que fechei envolveu um vendedor que não aceitava uma proposta por uma diferença de 500 euros e um ar condicionado. Depois de horas a negociar, fomos para casa sem acordo. No dia seguinte, às 6h30, liguei ao meu colega e decidimos repartir os 500 euros entre comprador e vendedor e pagar os dois o ar condicionado ao cliente. O negócio avançou assim”.
Com cinco anos de experiência no setor, Hugo Reis acredita que a verdadeira medida do seu sucesso está na confiança que construiu ao longo do tempo. “O melhor que me pode acontecer é ser recomendado pelos meus antigos clientes. A melhor publicidade ainda é o boca a boca”, conclui.