As slots são a principal fonte de entretenimento nos casinos online. Num ambiente tão competitivo, os estúdios têm de fazer algo para fazer destacar as suas slots.
Se navegares por casinos como os que surgem elencados no legalcasino.pt, um portal que avalia e compara operadores, irás ver que as plataformas de topo oferecem milhares de diferentes títulos, o que é perfeitamente natural. Mas como pode um jogo surgir nos seus catálogos?
Antes de mais, deve ter uma mecânica e funcionalidades envolventes. Isto inclui rondas de bónus interativas, multiplicadores que alteram o ritmo do jogo, wilds expansivos ou opções de compra de bónus que aceleram a ação.
O design visual também desempenha um papel importante e é algo que vai para lá do estilo dos símbolos ou do fundo do ecrã. Há um elemento essencial que diferencia um título do outro: o design narrativo. Esta abordagem dota os temas de maior profundidade e encoraja os jogadores a mergulhar a fundo na história que está a ser contada. Mas a pergunta mantém-se – devem os jogos melhorar realmente neste aspeto?
O que é o design narrativo?
O design narrativo é uma expressão pomposa emprestada dos videojogos, mas, no fundo, significa apenas dar a um jogo mais do que uma mecânica – significa dar-lhe vida. Aplicado às slot machines, é a arte de tecer uma história naquilo que, de outra forma, seria apenas uma sequência de rodadas intermináveis e de símbolos a piscar. Em vez de não ser nada mais do que rolos às voltas ou de funcionalidades acionadas por símbolos scatter, o jogo puxa-te para um pequeno mundo de personagens, objetivos e um sentido de progressão.
Cria um enquadramento no qual os jogadores se sentem envolvidos em algo mais profundo. Pensa nisto como a diferença entre assistir a foguetes a explodir aleatoriamente no ar e um fogo de artifício pensado e que conta uma história. Essa dimensão extra é o que dá valor ao design narrativo: mantém os jogadores imersos não apenas pelo pagamento, mas também por toda a experiência.
Estado atual das slot machines
A maioria dos jogos carece de uma história que envolva realmente os jogadores no jogo. Existem centenas de títulos baseados em civilizações antigas ou em temas de frutas que parecem ter sido simplificados em termos narrativos, o que é perfeitamente normal para slots.
Também é verdade que alguns títulos têm, à sua maneira, tentado adicionar profundidade aos seus guiões. Por exemplo, personagens como o Gonzo (NetEnt), o Rich Wilde (Play’n GO) e o John Hunter (Pragmatic Play) aparecem em vários jogos, expandindo os respetivos universos. No entanto, individualmente falando, continuam relativamente superficiais.
Depois há títulos como o Heroes Hunt da Fantasma Games, que demonstra que adicionar profundidade é, de facto, possível. Nesta slot, a jogabilidade inicial faz lembrar um épico jogo RPG: há uma curta cena cinematográfica e podes escolher um herói – um feiticeiro, um guerreiro ou um arqueiro. Cada herói aciona diferentes mecânicas que se prolongam sessão fora. Dependendo das tuas combinações, podes ativar funcionalidades especiais ou enfrentar o grande adversário final.
Devem os estúdios melhorar o design narrativo?
A resposta curta é sim. A maioria dos estúdios ainda investe muito pouco na profundidade das histórias e dos personagens e subir a fasquia beneficiaria tanto os jogadores como a indústria no seu todo.
Na verdade, os jogos com arco narrativo, como o Heroes Hunt, registam sessões que podem durar mais tempo do que as das slots convencionais. O que pode também melhorar a retenção do jogador. Muitos jogadores preferem voltar ao mesmo jogo em vez de mudar para outro, uma vez que querem explorar todas as variáveis possíveis e desbloquear toda a história. Além da motivação de fazer apostas – que pode ser satisfeita em qualquer jogo – acrescentam uma dimensão extra à experiência.
Desafios da implementação
As narrativas sofisticadas apresentam desafios significativos. Ao contrário dos videojogos criados à volta de uma história, as slots devem equilibrar elementos narrativos com a geração de números aleatórios e com as mecânicas de jogo. Isto limita naturalmente as formas nas quais as narrativas podem ser implementadas. Os jogadores nunca terão o mesmo grau de liberdade que gostariam de ter, nem a história poderá seguir uma progressão linear tradicional.
Mais ainda, desenvolver narrativas complexas requer investimento em escritores talentosos, em atores de vozes, em produções cinematográficas e em sequências de animação prolongadas, o que faz aumentar os custos. Também demoram mais a desenvolver. Por estas razões, este tipo de jogos é relativamente raro. Parece que muitos fornecedores consideram que o esforço não vale o retorno.
O design narrativo pode ser algo importante, mas existem outras coisas que influenciam o que os jogadores procuram. Certos títulos sem um pequeno universo narrativo ou um arco da história coerentes – como a Starburst, da NetEnt, ou a Mega Moolah, da Microgaming – continuam altamente populares graças a outros elementos essenciais. Como é o caso dos valores do RTP, das mecânicas envolventes e de jackpots que podem criar altos níveis de entusiasmo sem necessitar de uma história demasiado profunda.