A nova unidade industrial da Coloplast em Felgueiras entra na fase decisiva: a construtora Garcia Garcia indica que “a conclusão dos trabalhos [está] prevista para o 1º trimestre de 2026”, um calendário que coloca a abertura da fábrica “para breve”, depois do arranque da obra em julho de 2024.
A Garcia Garcia sublinha que esta será “a maior fábrica da Coloplast” e que “deverá iniciar produção no decorrer do próximo ano”. O investimento é descrito como “um dos maiores investimentos diretos estrangeiros em Portugal dos últimos anos” e poderá originar “a criação de 800 novos postos de trabalho”, com o recrutamento “já em curso”.
A Coloplast é uma multinacional dinamarquesa “especializada em dispositivos médicos”, com atividade em áreas como “cuidados de saúde íntima”, “cuidados de ostomia”, “cuidados de continência”, “urologia de intervenção”, “tratamento avançado de feridas” e “cuidados de voz e respiratórios”. A empresa refere que vende em “mais de 100 países” e emprega “16,5 mil colaboradores”.
Em Felgueiras, a nova unidade — em construção na Área de Acolhimento Empresarial de Alto das Barrancas, em Revinhade — será dedicada à produção de cateteres intermitentes, “utilizados por pessoas com retenção urinária, como indivíduos com lesões na medula espinhal ou espinha bífida”. A empresa enquadra o investimento como resposta à “crescente procura global por dispositivos médicos, especialmente na Europa”, reforçando a capacidade produtiva.
Segundo o comunicado, para a escolha de Portugal pesaram fatores como mão de obra qualificada, a localização estratégica para servir o mercado europeu e a sustentabilidade, referindo “uma oferta significativa de eletricidade renovável” e a “meta de neutralidade carbónica até 2050”, alinhada com os objetivos da empresa.
O que está a ser construído (números e componentes do projeto)
Com uma área de implantação de 37.000 m2, a nova unidade da Coloplast contará com uma área total de construção de 56.000 m2, distribuídos por três edifícios principais: um com 38.600 m2 dedicado à produção, um edifício logístico com 5.300 m2 e ainda um bloco administrativo com 6.300 m2.
De acordo com a Garcia Garcia, trata-se de um projeto desafiante, quer pela dimensão, quer pela vertente técnica. A obra encerra também um prazo exigente, o que obriga a um planeamento proativo e rigoroso, com simultaneidade de intervenções e tarefas no terreno.
O edifício de produção contará no início com 11.350 m2 de salas limpas, assegurando os mais altos padrões de esterilização, qualidade e segurança na produção de dispositivos médicos. Em função da complexidade e dos requisitos técnicos associados, o desenvolvimento das salas limpas assume-se como uns dos principais desafios deste projeto.