O militar da GNR que se barricou no posto de Felgueiras na tarde de terça-feira, 30 de dezembro, entregou-se na manhã desta quarta-feira, 31, após cerca de 16 horas de negociações. A entrega ocorreu “por volta das 7h40”, confirmou o capitão Mendes dos Santos, relações públicas do Comando Territorial da GNR do Porto.
À comunicação social, o oficial explicou que a Guarda já estava “a desenvolver uma série de diligências, procedimentos internos de um incidente tático policial” e que o desfecho foi positivo. “Com o culminar da sua entrega o militar entregou-se, sem qualquer mazela”, afirmou.
O capitão sublinhou que o resultado foi alcançado “através da negociação”. “Os nossos negociadores conseguiram chegar ao Bom Porto e dessa forma ele acabou por se entregar”, referiu, atribuindo à equipa de negociadores o papel determinante no desfecho.

“Foram 16 horas em que os nossos militares tiveram sempre em conversações com o outro militar e que culminam agora com um bom desfecho com a entrega. Ele vai ser conduzido ao estabelecimento prisional de Tomar”, acrescentou.
No terreno estiveram também meios especializados. O capitão Mendes dos Santos confirmou que “o grupo de intervenção da Ordem Pública e o grupo de intervenção de operações especiais estiveram presentes”, mas reforçou que “isto foi tudo trabalho dos negociadores”.
A GNR confirmou ainda que o militar estava armado, mas que a arma não era institucional. “Posso-lhe confirmar que a arma não era arma de serviço, isso posso-lhe confirmar que não era arma de serviço”, disse.
Desde o início da ocorrência, foi montado um perímetro de segurança nas imediações do posto, enquanto era acionada uma equipa de negociadores e permaneciam no terreno meios de intervenção.
O militar está condenado a 13 anos de prisão num processo de burlas superiores a 400 mil euros, tendo-se barricado quando foi tentada a execução do mandado de condução ao estabelecimento prisional de Tomar.